crânio de World of DarknessA coluna do Richard Thomas (ver este post para saber do que se trata) está redendo bem, pelo visto. A última edição, #4, postada na sexta-feira passada, cobre alguns tópicos bastante interessantes. Tem novos (velhos?) desenvolvedores, comentários sobre a companhia e RPGs, uma estimativa do número de vendas de Changeling…

Em primeiro lugar, a Dança das Cadeiras: não um (como inicialmente anunciado), nem dois (como o próprio Rich tinha adiantado antes), e sim TRÊS novos profissionais desembarcam como Desenvolvedores em diversas áreas.

Joe Carriker (conhecido na comunidade Shadownessence como Oakthorne), freelancer com material publicado em Mage e Promethean, é o novo desenvolvedor de Vampire: the Requiem. Seu primeiro trabalho será desenvolver os livros de clã. Não se sabe o que acontece com Will Hindmarch, desenvolvedor da linha até então.

[Nota: se não me engano, Joe Carriker já comentou uma vez, no fórum de Mage: the Awakening lá no site Shadownessence, que não gosta de “faction bloating” - ou “inchaço de facções”. Talvez ele seja o cara que vai estancar um pouco o influxo de linhagens em Vampiro. Vamos ver.]

Eddy Web, responsável pelo desenvolvimento de Mind’s Eye Theatre: the Awakening (Mage para Live Action), passa a ser desenvolvedor da área de Editoração Alternativa (Alternative Publishing). Notem que MET: Awakening saiu como livro eletrônico e POD (”Print-on-demand”, ou Impressão Sob Encomenda do comprador), e são estas formas alternativas de venda de publicações que estarão sob responsabilidade desta área.

Russel Bailey, escritor que colaborou em Requiem for Rome, Fall of the Camarilla, Damnation City e o livro do clã Daeva (todos para Vampire: the Requiem), será o desenvolvedor do EVE RPG - a versão “de mesa” para o MMORPG intergaláctico da companhia Islandesa CCP, que se fundiu à WW no ano passado.

Depois do anúncio, Rich respondeu a algumas perguntas/comentários postados pelos fãs no LiveJournal da WW e fez uma interessante observação - que uma parcela dos RPGistas, dada a trombetear o Apocalipse, provavelmente vai desconsiderar, mas ainda assim, é bom ver saindo da boca (ou melhor, dos dedos) de alguém em uma posição de liderança dentro da companhia há anos:

Richard Thomas escreveu:
É uma época interessante para se estar aqui na WW - não consigo me lembrar de um período em que nós fomos capazes de trazer três grandes criadores talentosos de uma vez só. Então, se você ouvir qualquer um falando sobre como a White Wolf está deixando o negócio dos RPGs, diga que nós amamos RPGs e não estamos indo a lugar nenhum, a não ser para o alto.

Após estas palavras de conforto, duas perguntas em especial foram comentadas por ele. A primeira era sobre a tiragem exata de Changeling: the Lost, que esgotou quase imediatamente após o lançamento. Como era de se esperar, o número exato é confidencial, por política da empresa; mas ele “pôde revelar” que a primeira tiragem foi conservadora (leia-se: sem apostar alto nem subestimar) e ficou entre 10 e 20 mil cópias.
(para efeito de comparação, ao final do antigo WoD, estimava-se que suplementos, para qualquer linha, tenham tiragens em torno de 10 mil cópias ou até menos).

A segunda pergunta tinha relação com a anterior: se eles haviam impresso menos livros de Changeling em virtude de Promethean: the Created ter supostamente vendido menos. A resposta?

Richard Thomas escreveu:
Não, não foi esse o caso, nem de longe. Antes de mais nada, Promethean vendeu quase exatamente o que se esperava, o que passou longe de ser desapontador na época. Nós imprimimos Promethean tão conservativamente quanto Changeling, é só que Changeling realmente decolou [em vendas]. [Será que foi por causa do] Assunto, nostalgia de [Changeling: the] Dreaming, uma levantada súbita no mercado? Mesmo nós não estamos certos ainda, mas com certeza estamos investigando.

A coluna conclui prometendo cobrir assuntos pantanosos na história da WW como editora: Edição [”Editing”, ou seja, edição de texto, não novas Edições!], Erratas e Índices… É esperar pra ver.