Qua 7 Nov 2007
Desta vez em um tópico nos fóruns da White Wolf onde alguém perguntava se o livro teria informações sobre as Guerras Púnicas (em que Roma invadiu e destruiu Cartago - algo que os jogadores do antigo Vampiro devem lembrar bem…)
No vai-e-volta de reclamações e suposições, o autor Howard ‘Wood’ Ingham escreveu:
O foco do livro é estritamente Roma, a cidade, que ele apresenta com algum detalhe.
Devo também dizer que a seção histórica lida com a história de Roma desde a sua fundação, e há uma seção mais adiante no livro que oferece inspirações para histórias e idéias de crônicas em vários períodos na história pregressa de Roma - e a guerra contra Cartago está representada.
Mais pra frente, após alguém reclamar que a White Wolf nunca fez um suplemento histórico situado antes de Cristo:
O livro tem uma linha do tempo completa, acompanhada de texto histórico, cobrindo o período entre 753 A.C. e 476 D.C.
E depois de uma reclamação sobre como todos os cenários históricos do antigo WoD tinham um jeitão “Oh, lamente a forte influência do Cristianismo em nosso mundo!”:
Por favor, não pense que a abordagem sobre a religião [no livro de Roma] será parecida com a dos cenários históricos anteriores da WW. Este é um novo suplemento, em um novo cenário, e com um novo olhar. A última vez em que a WW lançou um livro de cenário histórico foi, se me lembro direito, há três anos. Os tempos mudam.
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Novembro 8th, 2007 at 10:17
É uma linha do tempo bem dilatada.
Eu não conheço os suplementos históricos antigos da ww, mas, quanto à “influência da religião”, acho que é impossível fugir ao tema nesse livro, afinal, até hoje brigamos por causa disso… imagina no começo.
Eu não conheço muito sobre as tais guerras púnicas e sua ligação com vampiro, já que não jogava a Máscara. Alguém pode resumir?
Novembro 8th, 2007 at 20:25
Aproveitando o gancho…
Há algum lançamento de SAS previsto para Mage? Algo semelhante ao The Resurrectionists e The Fear-Maker’s Promise…
Novembro 9th, 2007 at 07:16
Paulo: o que eu acredito que o tal leitor estava apontando era uma certa tendência, na linha Dark Ages do antigo WoD, de se colocar o Cristianismo como a principal causa de tudo que havia de pernicioso no período (obscurantismo, ganância, matança etc.). Não sei se a Era Vitoriana para Vampiro tinha o mesmo tom (infelizmente, nunca li esse livro), mas não duvido que seja o caso.
Que é impossível fugir do tema, não se discute. Aliás, o próprio Wood chegou a dizer que seria “lunático” esperar que o tema não fosse abordado. O que ele parece sugerir é que, desta vez, não vamos ver o mesmo tratamento e que o assunto vai ser tratado de forma mais equilibrada - ou seja, menos maniqueísta. Que houveram atrocidades em nome de Deus, todo mundo sabe. Tratar do assunto como se fosse música dos Titãs contra a Igreja, aí não dá. Os escritores da WW hoje são, em geral, mais maduros e menos rebeldes-sem-causa - sorte nossa.
Rodrigo: há meses que se fala que vai sair um SAS pra Mage, e está até mencionado na página de lançamentos da linha no WoD Brasil.
http://www.wodbrasil.com/awakening/awakelanca.shtml#futuro
Mas não tem nome, e continuam saindo livros de Mage e nada do SAS. A última notícia é que estava no forno (ou seja, alguém já escreveu pelo menos uma parte dela), e nada mais. Se não me engano, quem escreveu foi o Joe Carriker, o que pode explicar tudo - afinal, agora ele foi promovido a desenvolvedor de Vampire.
Novembro 9th, 2007 at 09:28
Paulo:
Pelo pouco que eu sei, a tal da Guerra de Cartago foi uma baita guerra envolvendo os vampiros, principalmente os Brujah e Ventrue.
Pelo que sei, foi a partir dai que os Brujah começaram a perder reputação e ir mais pro lado “punk”.
Se bem me lembro, os malkavianos tbm foram responsaveis pela guerra (no Vampires clan tem a disciplina de nivel 9 de demência que explica que foi a provavel causadora do clima de guerra)
Novembro 9th, 2007 at 12:12
É por aí mesmo, mas tem mais.
Os Brujah relembravam Cartago como uma nova Enoch, um experimento de como os vampiros e os mortais podiam viver em paz.
Mas isso era possível porque os mortais aceitavam a idéia do sacrifício, e ofereciam membros dos seus aos vampiros.
A idéia era de que os Ventrue e os Toreador de Roma, inspirados pelas visões dos Malkavianos, resolveram invadir Cartago porque os Brujah teriam conseguido este estado de coisas ao se associar os Baali.
E no livro dos Baali, se reafirma esta situação, com os sacrifícios rituais sendo conduzidos por eles.
Logicamente, os Brujah dizem que não foi nada disso, e que os Romanos invadiram a cidade por questões comerciais (o que, logicamente, também era interessante pros Ventrue e Toreador).
É um dos fatos mais interessantes do background do antigo WoD, na verdade - muito bem bolado e desenvolvido ao longo do tempo.
Quanto aos “Brujah irem mais pro lado punk”, não é exatamente assim. Troile, o líder dos Brujah em Cartago, é justamente o acusado de diablerizar o antediluviano do clã pelos True Brujah - e isso aconteceu antes de Cartago. Troile termina embaixo da terra com sua amada (Baali, se não me engano), ambos alvo de um ritual que os impediria de levantarem.
Ou seja, os Brujah de Cartago já eram mais idealistas e ativistas políticos do que acadêmicos-guerreiros, como os True Brujah se definem. A queda de Cartago “só” serviu de mote, de utopia para inspirar o lado mais idealista dos Brujah e de referência para os membros do clã modernos.
Novembro 9th, 2007 at 12:34
Da parte de Troile eu conhecia + ou - (alias, Brujah era homem ou mulher?)…
Bom, deixa eu fazer uma pergunta: Quando eles deixaram de ser “Os Instruidos” (como é dito no Livro de Nod). Isso foi antes de Troile diablerizar Brujah, né?
Novembro 9th, 2007 at 12:52
Sobre ser homem ou mulher, não sei. Acho que foi deixado vago até o final.
Também não sei sobre a segunda pergunta. Eu diria que estas coisas não são simples de mensurar. Se você levar as alegações dos True Brujah a sério, o clã “muda” depois da diablerie feita por Troile, não antes.
Mas estas coisas sempre ficaram em aberto. No Gehenna, um dos cenários até oferece uma alternativa, em que os “True” Brujah seriam os descendentes de Troile, que era sim o anteviludiano, e o diablerizado é que seria um desvio - logo, os True Brujah é que seriam os bastardos do clã.
Novembro 9th, 2007 at 19:11
Valeu pelas respostas pessoal. Eu sou totalmente ignorante em Vampiro a Máscara, exceto pelo que eu joguei de Redemption e Bloodlines.
Sobre os Brujahs, não é mais ou menos nessa época da guerra que começa o jogo pra PC Vampire Redemption??? Alias, a gente é abraçado como Brujah, e a nossa senhora explica que os Brujahs são instruídos e sábios, mas o romano que é o conselheiro dela nos impele a lutar (tb pra dar mais emoção pro jogo).
Eu joguei só um pouco, depois passei pro Bloodlines que é bem melhor (no meu ponto de vista).
Novembro 9th, 2007 at 23:45
Cara, nem fala do Bloodlines. Esse jogo foi a maior frustração pra mim, porque nunca tive máquina boa o suficiente pra rodá-lo até uns três meses atrás. E agora NÃO CONSIGO LARGAR DA BAGAÇA. Acho que não vou sossegar enquanto não terminá-lo com todos os clãs (já o fiz com Malkavian e estou indo adiante com Toreador e Nosferatu agora).
Dá de 10 a 1 no Redemption, sem dúvida. O Bloodlines é uma aula de como deve ser uma crônica de Máscara apropriada: sim, a Gehenna está por trás de tudo, mas no fundo, no fundo, a paranóia em razão dela é mais importante… Vide o final.
Sobre a época da “virada” dos Brujah: as Guerras Púnicas são bem anteriores ao tempo do Christof, bem antes da Idade Média. Se não me engano foi antes de Cristo, lá pro século 3 ou 4 AC. Vale a pena dar uma procurada no Wikipedia.
Aliás, se interessar dar uma checada, alguns poucos personagens do Redemption chegaram a aparecer em livros. Christof aparece na clan novel dos Brujah e no clan book brevemente. Ecaterine the Wise aparece no New York by Night e no quadrinho do Calebros (Nosferatu) com um nome mais americanizado (Katherine alguma-coisa). A candidata a Prince de NY no jogo é a mola-mestra do NY by Night, também, só esqueci o nome dela agora.
Em Bloodlines foi mais o contrário: alguns personagens famosos dos livros, como o Smiling Jack e o Beckett, é que foram parar no jogo. Tenho a impressão de ter visto o nome de LaCroix em algum lugar, mas não posso dizer com certeza. Um que não lembro se era “cânone” ou não era o Nines Rodriguez, o que é uma pena, e a Kuei-Jin (Ming Xiao, certo?) acho que apareceu em algum livro de Vampiros do Oriente ou no Nights of Prophecy (uma das cinco histórias era sobre a invasão dos vampiros orientais na costa leste americana).
Alguém sabe de mais algum?