Sáb 12 Jan 2008
Bombas sobre Hunter: the Vigil, Innocents, livros de clã, Mage, Changeling e mais
Publicado por Fábio Sooner sob World of Darkness (Básico) , Vampire: the Requiem , Werewolf: the Forsaken , Mage: the Awakening , Changeling: the Lost , Hunter: the Vigil
Sexta-feira é dia de coluna do diretor de criação Rich Thomas, e ontem (eu tenho que aprender a sempre checar o LiveJournal da WW sexta no final da tarde…) ele se superou: uma postagem inteira dedicada a projetos para o ano de 2008, com algumas surpresas - livros até então não revelados - e mais sobre projetos já anunciados, como Hunter: the Vigil e WoD: Innocents. E as surpresas são muitas: especialmente, a matéria de Innocents.
Seguem trechos nas palavras dele mesmo. Primeiro, sobre Innocents:
Este é uma espécie de jogo diferente para nós e realmente veio após nos perguntarmos a seguinte questão: “porque tantos dos cidadãos do WoD são miseráveis?”. Como se sente uma criança em um mundo onde os monstros no armário e debaixo da cama são reais? Matt [McFarland] não apenas estudou sobre o assunto (ou o equivalente no mundo real, pelo menos) mas também é um pai dedicado e então nós sabíamos que ele tocaria no assunto de uma maneira garantida a prover muitos momentos aterrorizantes mas sem exploração. É um equilíbrio difícil de manter, e Matt e seus escritores o fizeram muito bem. WoD: Innocents é um jogo isolado, em um único volume, onde você joga com crianças no Mundo das Trevas - não é escrito para crianças, embora seja escrito de maneira abrangente o suficiente para permitir um monte de crônicas diferentes, incluindo algumas que você pode jogar com as suas crianças.
E depois, sobre um livro posterior, WoD: Dogs of War:
Finalmente este ano, para o Mundo das Trevas, vem WoD: Dogs of War, que está sendo desenvolvido por Stephen Lea Sheppard, que fez um grande trabalho em WoD: Armory. Ele contém tudo o que você precisa saber para usar material militar em suas crônicas, para criar personagens das forças armadas, e também inclui Unidades militares de exemplo que você pode “plugar e usar” [”plug and play”].
Passamos então aos livros de clã e o projeto no qual eles vão culminar:
Deixe-me contar novamente sobre os cinco livros de clã para Vampire que irão ocupar 2008: totalmente coloridos, capa mole de luxo, revelando em grande detalhe as histórias secretas, lendas misteriosas e luminares poderosos dos clãs. Cada livro de clã irá re-examinar o lugar do clã na sociedade da Família e prover novas informações sobre a natureza do sangue que corre nestas “famílias”. No final do ano, teremos um sexto livro de Vampire, que será o primeiro de um novo tipo de livro, chamado Night Horrors. Estes livros irão aparecer em todas as linhas do Mundo das Trevas e irão apresentar tipos particulares de criaturas que, enquanto baseadas naquela linha em particular, poderão também ser usadas em qualquer crônica de Mundo das Trevas. Nós ainda estamos decidindo o formato exato (the matt quer que sejam quadrados) mas este livro será totalmente em cores, como os livros de clã. Todos os seis livros de Vampire estão sendo desenvolvidos para prover uma grande viagem rumo a 2009 e às fantásticas surpresas nos esperando por lá.
Depois de avisar que a linha Werewolf: The Forsaken volta ao normal, com mais um livro a sair após Tribes of the Moon (e ainda não pode ser nomeado), Rich revela mais sobre os suplementos de Mage (com uma novidade em especial) e joga, como quem não quer nada, uma dica sobre o futuro de Changeling: the Lost:
Mage: the Awakening continua a expandir seu cenário com uma variedade de livros com a intenção de prover ainda mais detalhes e opções para suas crônicas, como Banishers, Grimoire of Grimoires (ou “livro dos livros” - e é exatamente o que parece: livros mágicos, pergaminhos, tomos e léxicos e tudo o que cobre recuperar, usar, colecionar, criar e sobreviver a eles), The Silver Ladder e Keys to the Supernal Tarot, um livro que revela como o Tarô pode ser usando tanto em suas crônicas quanto no seu modo de jogo. Changeling: the Lost termina sua série limitada em 2008 e as esperanças são grandes de que não veremos o final de The Lost em 2008.
Após passar por outros produtos que não pertencem ao Mundo das Trevas - ou seja, Exalted e Scion - e anunciar mais sobre o RPG de EVE, o mundo de ficção científica online da CCP (surpresa: ele usará o sistema Storytelling! E sai já em Outubro, totalmente colorido), finalmente Rich chega ao assunto que ele sabe ser o principal - Hunter: the Vigil.
E então, isto nos leva, finalmente, ao Sexto Jogo, que nós gostamos de chamar de Hunter: the Vigil. O que acontece quando um ser humano percebe que realmente existem coisas nas sombras que predam a ele, seus amigos e sua família? O que significa para uma pessoa dos dias modernos e o que significou para os humanos através da história? Alguns esconderam, outros fingiram que nada estava errado - e outros observaram, e aprenderam, e esperaram pela sua chance de revidar. E outros procuraram ajuda nos lugares errados, como pessoas em desespero frequentemente fazem. O livro básico de regras para Hunter: the Vigil será lançado em Agosto, com os cinco livros de sua série limitada saindo um a cada mês. Três deles serão livros de crossover focados nos Caçadores que lidam com uma criatura em particular dos Três Grandes: Vampire, Werewolf e Mage. Outro será um livro chamado Slasher, e o último sai em 2009 então não irei referenciá-lo aqui. Sem entregar mais além do que já entreguei, Hunter: the Vigil quebra um monte de modelos e despedaça um monte de espectativas em relação a o quê um jogo de Caçadores pode ser enquanto, ao mesmo tempo, satisfaz estas mesmas espectativas. Como? Você verá. Como desenvolvidos por Sorridente Chuck Wendig(o) e com um grupo tão bom de escritores como nunca tivemos em um projeto, estes livros são grandes leituras assim como uma fantástica linha de jogo. Além disso, nós publicaremos um jogo de tabuleiro para Hunter: the Vigil no final de 2008, e ainda um monte de produtos de suporte como Introduções ao Jogo e SAS.
Espera! Acha que acabou? Tem mais, agora sobre os produtos da linha de Publicações Alternativas - isto é, PDFs e Impressão sob Demanda:
Primeiro, para os SAS, nós tentaremos lançar um por mês e, se possível, ligá-los aos lançamentos impressos para que o livro impresso tenha um SAS disponível, para possibilitar uma maneira rápida de começar a usar o material do livro. No momento, temos um para Midnight Roads, outro para Innocents, outro para Dogs of War, pelo menos dois para Hunter: the Vigil e um par para o RPG de EVE na agenda. Nós temos SAS para Vampire, Mage e Exalted agendados para 2008 também. […] Além disso, estamos tentanto acertar os sistemas internamente para tornar disponíveis tanto em PDF como em versões PoD [Print-on-Demand, ou Impressão sobre Demanda] de capa mole os nossos novos lançamentos - se conseguirmos, começaremos com WoD: Innocents.
Rich finaliza listando os quatro jogos de tabuleiro para este ano: além dos já anunciados Mwa-Ha-Ha!, sobre cientistas malucos, e o de Hunter: the Vigil, teremos mais um para Exalted e um para EVE. E, para os que lêem este blog e jogam o cardgame Vampire: the Eternal Struggle (o único produto da WW ainda baseado no antigo Mundo das Trevas), as novidades são promissoras: além do já anunciado pacote de reimpressões Blood Shadowed Court (com vampiros da edição Camarilla), o jogo ganha novos playmats, o deck de torneio (?) Twilight Rebellion no final da primavera (americana, obviamente) e uma grande expansão baseada na Camarilla depois de Agosto.
Ufa!
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Janeiro 12th, 2008 at 10:11
E, como comentário pessoal à parte…
Um monte de gente já está reagindo ao fato dos suplementos serem crossover, e reclamando sobre qualquer possível semelhança com Hunter: the Reckoning.
E, acredite ou não, todos os autores envolvidos - Matt McFarland, Stew Wilson (Werewolf), Chuck Wendig, Wood Ingham (várias linhas) e outros - estão refutando veementemente. Só pra reproduzir dois comentários:
Alguém: “Afinal, eles vão ter poderes?”
Rich Thomas: “Sim e não”.
Stew Wilson: “Não vejo a hora de sair o jogo, para que todas as teorias neste tópico sejam provadas erradas. Isto é, em diferentes tons de errado”.
Wood, aparentemente até meio irritado: “Olha. Eu realmente não gostava de Hunter: the Reckoning. Embora um monte do material escrito fosse muito bom, no final das contas, eu simplesmente não conseguia aguentar a premissa. Não conseguia engoli-la. Parecia Buffy com Anfetaminas.
Eu certamente não me envolveria em uma recriação dele.
Quando eu vi as linhas gerais para Hunter: the Vigil, foi uma revelação. Me dói não poder dizer mais, mas toda a coisa, em sua concepção, era fantástica. Como Stew e Matt continuam dizendo, todas as suas espectativas estão completamente erradas.
Eu estou em quatro dos seis livros, aliás.”
Janeiro 12th, 2008 at 15:35
Caramba, quanto mistério! o.o
Eu não sou muito chegado no Hunter antigo (nunca cheguei a jogar). A idéia de caçadores sem poderes é o que eu esperava, mas o “sim e não” complica as coisas XD
Janeiro 14th, 2008 at 14:56
[…] O Toiço tem um pequeno fascínio por guerras, ainda mais do que eu, que sou militar. E por várias vezes já conversamos sobre uma aventura em um campo de batalha. Esta idéia deve agradar outras pessoas, pois a Editora Daemon já lançou o Cães de Guerra, e como citado no WoDBrasil Scoop logo teremos o WoD: Dogs of War. Porém, acho que criar uma campanha onde os personagens estejam no campo de batalha pode ser muito complicado e pouco divertido. O principal fator é o alto índice de mortalidade no chamado teatro de operações, os personagens teriam pouca chance de sobreviver a muitas sessões estando cara a cara com o inimigo, e por mais que você não se importe de perder um personagem, quando for criar outro ele acabará sendo muito semelhante. Lembre-se que sua personalidade é suprimida dentro do Exército, você esta lá para obedecer ordens, realizar missões, não há espaço para personalidade. Me orgulho, e muito, de ser subordinado ao Exército Brasileiro, porém, mais de uma vez bradei “Bem burro, bem burro, mas bem forte!” ou “No Exército nada se cria, tudo se copia”. Quem pensa são os oficiais (Eu), praças estão lá para agir, não para pensar. Assim, mesmo criando outro personagem, no final ele tomará as mesmas ações, decisões, etc. Para mim esse troca-troca de personagem não faz sentido. É possível o narrador reduzir a mortalidade, mas qual a graça de uma guerra sem mortos? Você também pode interpretar um combatente de elite (Brigada Pára-quedista ou Comandos), só que as missões serão isoladas uma das outras, mesmo tendo o mesmo objetivo final. Isto tornaria o jogo algo parecido com uma seqüência de one-shoots, ações desconexas uma das outras, isto tira boa parte do divertimento. Interpretar militares fora de uma guerra não necessita de um livro especifico, uma rápida pesquisa no grande oráculo lhe dará todas as informações que precisa para interpretar. Então, qual o objetivo desses livros? Há como criar uma campanha de guerra real, sem o alto risco de personagens morrerem? O Pessoal se diverte realizando missões desconexas? Isso além do fato de ser militar limitar suas ações, como já disse acima, você obedece ordens, agir por conta própria põem em risco a vida de outros combatentes. […]
Janeiro 14th, 2008 at 21:45
O Innocents ta com cara de little fears…
Janeiro 15th, 2008 at 00:53
Esse jogo foi citado mais de uma vez em tópicos por aí. O Matt McFarland já disse que leu o livro e está fazendo o possível para não “repetir os mesmos passos”, nas palavras dele.
Janeiro 15th, 2008 at 07:12
É um otimo jogo, até ganhou aquele oscar dos livros de rpg , tudo bem se pegarem um pouco da tematica dele mas é um titulo que que esta mais para changeling do que qualquer outra coisa, eu estava começando a adaptalo para usar com changeling (tanto dreaming quanto lost)ja que muitos pontos em comum.
Janeiro 15th, 2008 at 19:55
Vale lembrar que Little Fears é um jogo mais indie, não muito conhecido e jogado, e que atualmente está esgotado, esperando pela anunciada nova edição. Logo, é interessante que uma editora maior dê visibilidade a uma temática que já foi tão bem trabalhada, acrescentando novas opções. Isso pode, quem sabe, aumentar a procura pela nova edição do Little Fears ou mesmo a nova do Grimm RPG.
Sobre jogos envolvendo guerra, talvez filmes como Dog Soldier e A Fortaleza Maldita sejam alguns dos modelos que inspiraram essa idéia.
Janeiro 16th, 2008 at 00:27
Pelo que entendi, o “sim e não” do Rich Thomas foi respondendo meio que a duas coisas. Algo do tipo, “os novos hunters terão poderes?” (sim), “como os antigos tinham” (não). Pelo nível de empolgação que o povo da WW está demonstrando em relação ao Vigil, eu acredito que seja algo realmente inovador.
Adorei a proposta do Innocents. Tenho o Little Fears. É um jogo muito bom, mas difícil.
Gostei também da idéia do Dogs of War. Sinto falta de material sólido que ajude a projetar e conduzir batalhas - em diversas épocas. Quem sabe não vem coisa boa nessa linha?
Quanto ao VTES, a nova série básica de Camarilla era barbada, não tinha mesmo como passar de 2008. Já Twilight Rebellion será uma storyline, desconfio. Muito provavelmente baseada em Anarchs.
Janeiro 25th, 2008 at 08:31
Humm, bem quero ver esse Hunter, acho que pode vir a ser um bom jogo, mesmo pq na maioria das vezes ele seria utilizado como suplemento do mestre para trazer um pouco mais de conteúdo aos seus caçadores.