Qui 26 Jun 2008
Agradeçam por este post ao Paulo Segundo, que apontou para um tópico no fórum da WW onde alguém comentou sobre o livro no dia em que saiu (a última quarta-feira). Entre Hunter: the Vigil, livros novos que chegaram aqui e obrigações pessoais, deixei este tópico escapar.
Enfim, eis o que o usuário BCHubbard disse sobre Dogs of War, o novo suplemento para crônicas e assuntos militares no Mundo das Trevas:
O Capítulo 1: As Forças Armadas Convencionais consiste da maior parte do livro.
1) As Forças Armadas dos Estados Unidos; como elas operam; como alguém é treinado para juntar-se a elas; organização das unidades; avanço na carreira e na hierarquia; e uma seção sobre Operações Especiais.
2) Uma base militar de exemplo, e várias missões/ganchos para histórias que diferentes grupos de jogadores podem encarar.
3) Novas mecânicas, incluindo a definição de uma Unidade [”Unit”] e o ganho de bônus ao se trabalhar com ela; Vantagens [”Merots”] novas e recomendadas; uma nova Desvantagem [”flaw”], e vários NPCs.
4) Foças militares privadas, incluindo exemplos, ganchos para histórias e NPCs.
5) Uma seção breve cobrindo forças armadas estrangeiras emblemáticas - normalmente apenas com dados como tamanho, organização e quaisquer fatos-chave.
Os pontos-chave que eu apreciei foram: requisitos mínimos para que os PCs completem o Treinamento Básico; os vários grupos de Treino Avançado e o que você pode aprender como parte deles; Hierarquia de Oficiais e Escala de Pagamento; e até mesmo recomendações para PCs nas divisões de Operações Especiais.
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O Capítulo 2: Unidades Irregulares é mais sobre diferentes forças militares “independentes”, incluindo terroristas, unidades de guerrilha, mercenários etc. Esta parte contém mais informação de cenário e leitura inspiracional, sem mecânicas, indo fundo em assuntos como método de trabalho e organização, além de trazer vários ganchos para história. Inclui um punhado de organizações de exemplo ao redor do mundo, e há uma seção detalhando como cada uma das outras linhas de jogo sobrenaturais podem lidar com elas (ou controlá-las).
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O Capítulo 3: Locais de Conflito oferece mais sobre que tipos de conflitos infestam, ou podem infestar, partes diferentes do mundo. Dá um monte de informação para aqueles que não estão atualizados sobre guerras em quase todos os continentes, e até mesmo mais idéias para aqueles que querem conduzir tais histórias. De novo, este capítulo tem mais informação de cenário e inspiração, em vez de qualquer coisa para mecânica de jogo.
Digno de nota é que até mesmo a América do Norte está incluída, com notas sobre milícias e guerra de gangues.
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O Capítulo 4: Narração é o seu capítulo básico para idéias de como conduzir estes tipos de campanhas, incluindo algumas mecânicas opcionais. Ele discute possíveis alternativas para Moralidade [”Morality”], o caos e o perigo das batalhas, como tomar conta de conflitos amplos de exército contra exército e o meu favorito… Aumentar a letalidade de armas de fogo e explosivos. Também tem uma lista de antagonistas e uma seção sobre criaturas sobrenaturais usadas como “Forças Especiais” (incluindo os problemas de fazê-lo).
Sim, p-p-p-p-pessoal, é isso mesmo: regras opcionais de Moralidade e para aumentar o dano de armas. O rapaz detalha isso mais adiante, em resposta a alguém que perguntou “mas como as armas ficam mais letais?”:
Mais dano para as armas de fogo e explosivos, combinado com novas regras para Sangramento [”Bleeding”] e Estado de Choque [”Shock”].
Basicamente, sem entrar em problemas de violação de copyright, as Armas de Fogo aqui têm uma quantidade variável de Dano automático, e Explosivos ganham uma adição a seus testes de Dano. Pessoas que tomam tiros podem continuar a tomar dano por Sangramento, e aqueles marcados por ferimentos graves podem estar em problema devido ao Estado de Choque.
E ainda mais adiante, quando alguém pediu um exemplo porque não via como isso deixava tudo mais letal:
Se você atira em alguém com, digamos, uma Pistola de Dano 2, e é bem-sucedido no teste (você realmente acerta/penetra a armadura), eles irão tomar dano como normal e adicionar um nível de dano Letal automático. Quanto maior a arma, mais dano ela causa, negando então coisas como “eu atiro em você à queima-roupa com uma escopeta, mas tirei apenas 1 sucesso, causando-lhe apenas um dano superficial lateral”.
E ainda mais, agora sobre as opções para Moralidade:
Basicamente, as pessoas não necessariamente degeneram e se tornam assassinos em série sem coração só porque eles explodem edifícios ou matam outras pessoas em nome de Deus, do país, da guerra etc. Eles não escapam incólumes, mas as regras normais de degeneração de Moralidade não se aplicam se você está seguindo ordens ou matando alguém que você acredita ser o inimigo.
Em vez disso, tais pessoas desenvolvem várias formas de Transtorno de Stress Pós-Traumático [”PTSD”, “Post-Traumatic Stress Disorder”] se elas não conseguem lidar com o que fizeram. Estes transtornos são como perturbações [”derangements”] menores, ou obstáculos que se manifestam quando alguma coisa “ativa” a memória do acontecido, como um objeto, som, situação etc. Eles são tratados praticamente como perturbações normais, mas não são ligados a um nível específico de Moralidade que você perdeu e, portanto, não são curados ao se recuperar Mortalidade. A única maneira de se livrar deles é por terapia, e mesmo assim ela apenas põe o transtorno em remissão. O gatilho [”trigger”] continua, e pode ser tradizo à tona de novo durante circunstâncias extremas.
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Isto não substitui as regras de Moralidade, apenas adiciona a elas. Se você faz algo “pecaminoso” apenas para ser malvado, você ainda está sujeito à Degeneração como normal. Se você explode um conjunto de edifícios em um bombardeio, você corre o risco de desenvolver um Gatilho, mas não irá Degenerar. Se voce torturar civis somente por diversão, você Degenera como normal e tem a chance de desenvolver uma perturbação.
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Junho 26th, 2008 at 12:39
Muito bom!
Junho 26th, 2008 at 14:54
Também gostei, embora eu tenha uma pequena bronca conceitual com a forma como trataram Moralidade - e se for assim mesmo como o cara descreve, devo mexer nela, mantendo a idéia de Gatilhos mas sacando fora essa história de não rolar por matança porque “foi a mando de alguém”.
Em mesa minha, qualquer pecado de Moralidade 4 pra baixo será sempre rolado, não importa as circunstâncias. Circunstâncias como auto-defesa e “a mando de alguém” eu lido com modificadores com a regra de agir de acordo com sua Virtude (o que dá bônus), possibilidades que já existem no livro básico. Pros personagens militares posso até bolar uma hierarquia de pecados alternativa, ou delinear outros fatores que conferem bônus (incluindo estar a mando de alguém), mas deixar passar sem rolar, nunca.
Junho 26th, 2008 at 18:24
Fábio, me dá uma ajudinha, por favor?
Ainda tá valendo a pena comprar por Priority pela Amazon? Sabe se a Receita ainda tá de férias?
Desculpa por postar aqui.
Junho 26th, 2008 at 21:06
Fala!
A greve da Receita acabou.
Mas lembre-se, livro não tem imposto e passa direto pela alfândega. Então se for comprar só livro, sempre vale a pena Priority.
Agora, se tiver qualquer coisa que não seja livro, aí é certeza de pagar imposto, porque a própria Amazon calcula pra você e te cobra, para que a DHL possa entregar no prazo (aqui pra SP, 3 dias úteis).
Junho 27th, 2008 at 01:44
Cara você já leu um livro do historiador/sociólogo Zygmunt Bauman “modernidade e holocausto”?
Essa regra me lembrou a tese dele. Um dos temas centrais do livro é buscar encontrar um por que da indústria de morte nazista, em um sentido psicologizante mesmo. Como o homem teria sido capaz de desenvolver uma indústria de extermínio? O livro concentra sua tese na hipótese de que o holocausto é um fruto da civilização moderna ocidental, e que teria se nutrido de todo o nosso aparato conceitual/técnico para sua realização. Na verdade você encontra algumas boas descrições do livro aqui: http://www.amazon.com/Modernity-Holocaust-Zygmunt-Bauman/dp/0801487196
Meu ponto é que esses cidadãos alemães eram capazes de cometer assasínios em massa e ao mesmo tempo serem membros respeitáveis de sua sociedade e possuírem uma boa moral. Se preocupam com os próximos, acham roubar e matar errado. Na verdade acredito que o livro de bauman quebra um pouco a mecânica da moralidade do wod, afinal, para o alemão o que ele estava fazendo não só era o melhor para seu país e seus parentes, assim como seu trabalho, para ele, não envolvia em matar seres humanos.
Acredito que na guerra funcione de forma semelhante. O desapego a figura do adversário é tão grande que não é uma questão de moral. Tem uma carta de um soldado inglês na primeira guerra que ilustra muito bem isso. Ele diz algo como “mesmo que alguém querido viesse no campo de batalha trajando a farda do inimigo, não o veria como meu pai, para mim, aquilo do outro lado não é um homem, é a própria morte que sorri a mim e vem para tomar minha vida. Se meu próprio pai estivesse com aqueles, não hesitaria de lhe jogar uma granada em plena consciência de dever cumprido”. Algo semelhante a isso. Dado esse tipo de circunstância a regra me parece muito bem fundamentada. Enfim, mas quando der, leia o bauman, o livro é sensacional.
Outra coisa, desculpe a pergunta, mas você recebeu o meu email?
Junho 27th, 2008 at 06:41
Fala!
Entendo questão psicológica e concordo. Minha preocupação é na área “gamística” mesmo - se tu começa a achar motivo para eximir os jogadores de rolar Moralidade, eles vão começar a querer achar justificativa pra não rolar toda hora.
Na prática, prefiro encher de bônus. O efeito final é praticamente o mesmo - eles não perdem Moralidade na grande maioria das vezes - mas como ainda envolve algum risco, por menor que seja, o jogador fica esperto.
E recebi sim, só estou atolado. Mas eu respondo, viu?
Junho 27th, 2008 at 10:18
Cara, essa regra de dano automático pelo calibre é muito boa (é similar a regra do lança-chamas do Armory).
Vez ou outra alguém tenta fazer uma regra da casa (eu incluso) por que a Blindagem não deveria dificultar a parada de ataque, e sim reduzir dano, mas depois de alguns testes percebe que fica complicado e não é uma modificação tão boa.
Dar dano automático, contando que se acerte o alvo, dá uma boa idéia da letalidade de armas de fogo, principalmente das de grosso calibre.
Será que isso poderá ser facilmente extrapolado para armas brancas grandes, como um Machado de Batalha, por exemplo?
Junho 27th, 2008 at 10:46
Acredito que sim. Agora, pelo que pude ver dos papos dos fóruns, parece que a principal motivação para a regra extra é fazer com que armas de fogo causem, em média, mais dano do que armas brancas (mesmo considerando que Defesa não se aplica às armas de fogo).
Se tu não se importa com isso, acho que faz todo sentido extrapolar pro machadão. Especialmente em campanhas medievais/históricas.
Junho 27th, 2008 at 11:11
Sim, a intenção era essa. Pra campanhas medievais/históricas.
Eu adorei o “Crônicas de Avalon” da Conclave, o problema é que ele é D&D 3.5. Um dia eu ainda faço uma adaptação, mas justamente o que falta são mais méritos de combate para refletir coisas como guerreiro, arqueiro, bárbaro, ou seja, as classes do D&D, coisa que não existe no WoD. Para Magos eu usaria algo do second sight, ou mesmo uma adaptação mais fraca do Despertar, mas a idéia ainda está em estágio embrionário por falta de tempo.
Junho 27th, 2008 at 15:36
Fabio,
Desculpa te encher ainda mais… Se estiver atrapalhando me manda um contato e encaminho essas dúvidas.
Comprei uns livros pela Amazon e mesmo eles estando em estoque e enviando por priority, a data de embarque foi agendada entre 25 de julho e 28 de agosto. Isso é normal?
Junho 27th, 2008 at 16:15
Sem problemas!
Mas como e-mail é mais simples, tente fabio(underline)sooner(arroba)yahoo(ponto)com(ponto)br.
Não, não é normal não. Alguns dos livros deve estar com problema - ou não estão em estoque realmente, ou o sistema deu pau.
Manda um mail perguntando o porquê que isto se resolve.
Junho 27th, 2008 at 16:58
Realmente deve ter algo de errado. Acabei de olhar novamente e um dos livros está previsto para o dia 3, mas os outros continuam com aquela data. Vou verificar.
Muito obrigado pela ajuda!
Junho 27th, 2008 at 17:38
Geralmente, isto significa que não estava exatamente em estoque. Dá uma checada lá, o normal é o dia 3 (ser enviado na segunda dia 30 e chegar em 3 dias úteis).
Se for isso (não está em estoque, na verdade) você vai ter a opção de cancelar os itens ou mantê-los. Se mantiver, eles vão acabar mandando o livro em estoque na segunda, em um pacote separado, e os outros mais tarde, quando tiver em estoque.
Se isso tudo acontecer, eles te cobram só o item enviado. Eles sempre debitam no cartão somente quando o pedido for mandado. Isso é bom, mas também quer dizer que tu tem que ficar esperto com a conta do cartão, porque pode vir cobrança depois em um momento em que tu não queria gastar o $$$
Junho 28th, 2008 at 19:25
Agora que a coisa do stress pós-traumático é algo realista, é, Moralidades à parte.
Quero ver como a regra ficou, em sua descrição completa…
No oWoD, num livro bem específico, Chaining the Beast, livro sobre as Trilhas de Sabedoria, fala sobre coisas desse gênero, e que todo seguidor das trilhas tem (seguindo-se as regras do livro, claro), as desordens de personalidade, que não chegam a ser tão pesadas quanto uma perturbação mas que incomodam assim mesmo e podem estar ligadas às perturbações primárias (como o comportamento esquizóide e a esquizofrenia).
Isso é algo que sinto falta no nWoD, sei que com uma Desvantagenzinha dá certo, mas quanto a ganhar esse tipo de coisa no jogo, é meio vago.
Mesma coisa com certas “aflições mentais” tipo síndrome de down (tá eu sei que o termo é impreciso mas tudo bem), e especialmente autismo… procurei no asylum algo sobre isso e n achei.