crânio de HunterHoje temos um Pacto [”Compact”] que já apareceu nas primeiras prévias do blog Flames Rising. Os dois primeiros parágrafos, que são inéditos, e vêm antes do que já havia sido postado aqui - só precisei copiar e colar. Vale dar uma olhada no post original, pois ele tem mais texto depois (sobre inimigos e as divisões dos Legalistas).

Os Legalistas de Thule
Prévia de Hunter: the Vigil, 7 de julho de 2008

Não tenho nenhuma escolha. Tenho uma dívida pra pagar.
Os segredos fazem de nós o que somos. Segredos nos tornam fortes. Os desejos e as esperanças que guardamos dentro de nós mudam o mundo. Tudo funciona em segredo, através de coisas ocultas do resto do mundo.

E algumas coisas ocultas são mais ocultas do que outras.

Algumas lendas dizem que, há muito tempo atrás, uma terra hoje perdida - Atlântida, Mu, Thule, Pan ou qualquer que fosse o seu nome - deu ao mundo a civilização. Um cataclisma tomou-a, mas seus sobreviventes navegaram por todo o mar em navios com velas tingidas até as terras incivilizadas da Europa e da Ásia. Eles se tornaram, de acordo com as teorias, os deuses e legisladores dos povos. Eles deram ao mundo a arte e a arquitetura, e a habilidade de trabalhar com bronze. Deram também ao homem os terríveis segredos místicos que, ao longo de milhares de anos, foram esquecidos pelas massas, mas guardados por aqueles que os conheciam (e ainda podem ser encontrados se você souber onde procurar).

Os Legalistas de Thule passaram as primeiras décadas do século passado procurando pela Fonte Derradeira [”Ultimate Source”] - para sua vergonha eterna. Na época, eles eram a Thule Gesellschaft, um grupo de ocultistas alemão que levou a crença na Fonte Derradeira à sua conclusão final: que uma raça mestra descendia da Thule perdida, que os Arianos eram o povo mais antigo e evoluído, e que os Arianos perfeitos eram o povo alemão. E então dois de seus membros fundaram o Partido dos Trabalhadores alemão - que, em um par de anos, se tornou o Partido Nazista.

Na época em que os Nazistas chegaram ao poder, nenhum dos seus líderes tinha qualquer coisa a ver com a Sociedade Thule. Na verdade, os Nazistas baniram sociedades místicas e suprimiram a literatura da Sociedade Thule. A maioria dos membros da Sociedade Thule debandou, deixando uma minoria que resistiu, ilegalmente, para testemunhar os horrores que suas teorias e filosofias engendraram. Quando a verdade apareceu ao final da guerra, alguns não acreditaram nela. Alguns a rejeitaram e subscreveram-se a sociedades Volkisch ainda menos palatáveis. E alguns admitiram que estavam errados.

Seu horror ao que suas ações ajudaram a criar foi compensado pelo fato de que, durante os anos 20 e 30, seus estudos acabaram dando reais frutos. Eles descobriram a verdadeira existência de fantasmas ancestrais. Alguns haviam encontrado os fantasmas dos Rmoahals, os homens tribais que haviam percorrido a perdida Atlântida e lutado nos exércitos dos reis-magos. Alguns haviam se esgueirado para o Tibet e encontrado evidências de Shamballa, escapando com suas vidas intactas por pouco. Alguns haviam escapado por um fio de confrontos com magos conjuradores de espíritos, demônios, lobisomens, vampiros e outras coisas ainda mais bizarras.

Havia um mundo secreto, um mundo da noite, e os Volkisch não eram nenhum tipo de raça mestra. Para os mortos famintos, os humanos - Arianos ou não - eram apenas comida. Para os lobisomens, eles eram animais reprodutores e presa. E para os demônios, e as outras criaturas mais alienígenas que aguardavam nos dobras da realidade, nós éramos apenas insetos para serem manipulados e esmagados. Os novos e reformados Legalistas de Thule pararam de procurar pela Atlântida, procurando em vez disso por mais sobre este mundo invisível. Eles queriam saber, precisavam saber - mas ao mesmo tempo, eles sentiam uma certa obrigação para com o mundo. Eles devem isso à raça humana. Eles são os Devedores [”Indebted”]. Eles nunca conseguirão pagar toda a dívida.