Qua 30 Jul 2008
Mais uma Conspiração que, sozinha, daria quase um jogo à parte.
Aegis Kai Doru
Prévia de Agência de Hunter: the Vigil, 30 de julho de 2008Agências de caçadores oferecem a seus membros coisas que as organizações não conseguem. Elas oferecem mais dinheiro, estratégias mais profundas, uma rede intensa (com frequência global) e acesso a equipamentos esotéricos e conhecimentos ocultos. Algumas até mesmo dão um contracheque, veja só. É claro que enquanto filiar-se tem seus privilégios, também há algumas desvantagens bem acentuadas: você não pode simplesmente levantar e ir embora se tiver um conflito ideológico. Eles farão um caçador pagar caro pela saída de suas fileiras, e ele pode não conseguir sair andando deste alto custo.
Aegis Kai Doru
Guardiães do Labirinto [”Guardians of the Labyrinth”]Dizem que há um aposento, em algum lugar embaixo da terra, onde gerações de uma mesma família guardam há milhares de anos a cabeça de João Batista. Ela ainda prevê desastres, segundo dizem. Quem a protege?
Alguns contam a história de Berenger le Saunière, um padre de um vilarejo pobre que, de repente, se tornou fabulosamente rico. Ele deixou pistas crípticas na estrutura de sua igreja. Seu confessor não o absolveu no leito de morte. O que o padre encontrou?
A história de Jacques de Molay, atirado à fogueira por heresia, ainda corre por aí, terminando com um rumor sobre um tesouro e uma maldição perdidos desde aquele dia. Quem sabe onde este tesouro possa estar?
Será que o tesouro da tumba de Akhenaten, o faraó herético do Egito, ainda existe? Ou o tesouro pilhado de Tróia? Ou as correntes douradas que um dia prenderam Zenóbia? Ou a tumba de Gilgamesh?
Os Guardiões do Labirinto sabem. Eles são o Aegis Kai Doru, o Escudo e a Lança. Eles acreditam que é seu dever, desde antes do início da história, não apenas proteger os tesouros mágicos de incontáveis mundos perdidos quanto usá-los contra as criaturas dos reinos sobrenaturais - com as quais eles ainda mantém uma antiga rixa.
Eles são antediluvianos: contam a seus iniciados que predatam o grande Dilúvio, evento comum aos mitos da maioria das culturas mediterrâneas ou do Oriente Médio. Alguns até mesmo o chamam de Atlântida, ou Lemuria, ou Pan, ou Mu. Em outros tempos, dizem, cada um deles conseguia usar magia livremente. Mesmo naquela época, eles eram os curadores de um vasto labirinto onde os maiores tesouros mágicos eram guardados.
Uma disputa interna se tornou uma guerra, e uma das facções expulsou os proprietários daquele antigo labirinto para fora da ilha. Eles fizeram planos para retornar, mas o cataclisma veio antes da hora porque - ou pelo menos assim acredita o Aegis Kai Doru - o povo metamorfo quebrara um antigo tabu e trouxera ao mundo a fúria dos céus e dos espíritos. A ilha afundou. Os exilados receberam a companhia de mais exilados. Mas eles não perdoaram. Eles puseram a culpa pelo desastre naqueles que os expulsaram, e começaram a engajar em guerra usando as poucas relíquias que trouxeram consigo. Os outros destruíram o paraíso, disseram. Isso não poderia ser perdoado.
Mais de mil anos depois, eles esqueceram sua própria magia e se tornaram o Aegis Kai Doru, o Escudo e a Lança, nomeados de acordo com o tesouro de Tróia (que alguns entre eles esconderam consigo quando a cidade caiu). As relíquias estavam sob sua custódia e, quando necessário, seriam usadas para proteger aqueles pessoas que sofriam nas mãos de feiticeiros maliciosos e demônios famintos.
Eles mantiveram esta proposta através das eras de ouro da Grécia e de Roma, do Império Bizantino e da Renascença, do Iluminismo e da Era Moderna, o tempo todo procurando aqueles objetos os quais tinham direito de proteger e usar.
Mesmo nos dias atuais, um Círculo Interno ainda se reúne em Atenas e mantém uma lista tanto de relíquias encontradas, perdidas e destruídas quanto de feiticeiros e monstros que mataram. Poucos no Aegis já encontraram os supostos nove que ocupam o conselho, mas aqueles que o fizeram falam de seu fervor, do estranho olhar que possuem, e da vasta câmara onde cada uma das cem alcovas contém algo de valor e poder imensurável.
Quase ninguém entre os Guardiães chegou à Segunda Iniciação nos Segredos do Aegis Kai Doru; poucos sequer sabem que o grupo tem mais de uma iniciação. O Aegis Kai Doru continua exigente em relação a quem eles recrutam, esperando por anos enquanto checam candidatos e, com frequência, escolhendo pessoas das mesmas famílias que fazem parte da Aegis Kai Doru há milhares de anos. Os membros mais antigos e mais poderosos da organização frequentemente demonstram muita sutileza no recrutamento. Às vezes, um novo membro nem mesmo sabe que faz parte.
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Julho 30th, 2008 at 16:34
Eles retomam alguns fatos e eventos relatados na “A voz de um Anjo” do Mundo das Trevas básico. Interessante dr. Jones! Compare este trecho com a referida mensagem, das págs. 27 a 31
“o povo metamorfo quebrara um antigo tabu e trouxera ao mundo a fúria dos céus e dos espíritos. A ilha afundou. Os exilados receberam a companhia de mais exilados. Mas eles não perdoaram. Eles puseram a culpa pelo desastre naqueles que os expulsaram, e começaram a engajar em guerra usando as poucas relíquias que trouxeram consigo. Os outros destruíram o paraíso, disseram. Isso não poderia ser perdoado.”
Julho 30th, 2008 at 17:14
Essa parte bate tão bem, ou talvez ainda melhor, com toda a cosmologia de Mage, entretanto. Facções de magos foram expulsas da ilha antes da queda da Escadaria Celestial (a que gerou a divisão entre o mundo físico e o Superno, criando o Abismo), e quando os sobreviventes se espalharam pelo mundo, eles encontraram descendentes dos magos não-atlantes e os exilados, que tinham seus próprios Legados e culpavam os magos atlantes pelo estado das coisas. Ver Legacies: the Ancient, com alguns legados que descedem desse rolo.
Julho 31st, 2008 at 12:07
E ainda temos as referências a “metamorfos”!
Eu amo crossovers bem feitos!
Definição de crossover bem feito: Não obrigatório e mais importante, não contraditório!
:P