Sáb 30 Ago 2008
Isso mesmo - Witch Finders já chegou na Moonshadows, e estou com minha cópia aqui, incluindo um belo adesivo de brinde da Vigil Security.
Quem tiver alguma dúvida ou curioso sobre algum aspecto do livro, manda bala que eu respondo…
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Agosto 30th, 2008 at 16:33
Já está disponível para a compra?
Agosto 30th, 2008 at 20:23
Division Six, o quão “tecnocratas” eles são?
Agosto 31st, 2008 at 00:08
O adesivo é o simbolo ou um tipo de “estampa” da Vigil Security?
Tem como postar?
:D
Agosto 31st, 2008 at 07:09
Já curioso sobre a tal conspiração de São Jorge e seu evangelho goético…
Agosto 31st, 2008 at 20:28
Jordan: na Moonshadows, sim. Oficialmente, o lançamento do livro é só na segunda metade de setembro, mas algumas cópias adiantadas seguiram para as lojas que encomendaram um pacote promocional (que tinha o livro básico, o adesivo, Witch Finders e um poster), assim como foi com Changeling e Promethean.
Lucius, tirei umas fotos e posto amanhã, ok? (aqui em casa o programa de conexão com o celular está dando pau…)
Álvaro, em uma escala de 0 a 10, eu diria que a Division 6 tem… 0,25 de Tecnocracia.
Isto é, tirando a descrição de sua crença cosmológica - que não passa de uma frase, ou seja, a realidade deveria ser estática mas alguns têm o poder de abrir ou alargar brechas - e do uso do termo “reality deviant”, não tem mais absolutamente nada de Tecnocracia ali. São células normais; há uma ligação com uma suposta agência secreta governamental chamada Panopticon, mas a Divisão 6 opera separadamente. Seus crachás *parecem* ser de uma agência secreta, mas não têm identificação, e muitos procedimentos normais de agências secretas não são seguidos.
Além disso, está mais do que na cara, para quem leu Mage: the Awakening, que a Divisão 6 é um Labirinto dos Guardiões do Véu visto da perspectiva de pessoas comuns. Lendo o texto já achava que daria um bom gancho de história se a Divisão o fosse… Mas o final da introdução, onde se diz que agentes podem ficar condicionados demais ao contato com “desvios de realidade” e, assim, deixar de funcionar como uma barreira, entregou a rapadura. Está na cara que isso significa virar um sleepwalker (humano que não cria Descrença e desfaz magia naturalmente ao presenciá-la). E como se não bastasse, depois se diz que os agentes que chegam a este ponto costumam ser “promovidos” - e, de vez em quando, algum destes acaba desaparecendo e entrando na lista de alvos. Para quem não leu Mago, é exatamente pra isso que os Labirintos dos Guardiões do Véu servem: revelar quem tem potencial de Despertar, e manter magos na linha para que não zoem a realidade.
Agosto 31st, 2008 at 20:29
Em resumo, os Seers of the Throne (de Mago mesmo) continuam tendo muito mais de Tecnocracia. Eles só não têm o lance de realidade consensual nem o fetiche tecnológico.
Setembro 1st, 2008 at 14:39
Huum…ainda bem! Olha, eu gosto dos Tecnos, gosto mesmo, mas eles ficam bem onde estão…hehehe
Setembro 1st, 2008 at 17:19
Ah, um adendo: acabei pulando um quadro importantíssimo sobre o tal Mr. Jones, e nele fica bem implicado que ele é um Seer of the Throne.
O que tem implicações legais: de que os Seers usam métodos parecidos aos dos Guardians of the Veil… E isso a poucos meses do lançamento do livro dos Seers.
Hmmm. *cara de Narrador malvado*
Setembro 3rd, 2008 at 00:17
E a tal conspiração de S. Jorge?
Setembro 5th, 2008 at 17:23
Demorou, mas eis alguma coisa. Não terminei de ler ainda todo o writeup da conspiração - aliás, eles ganham várias páginas, bem mais espaço do que as conspirações no livro básico. Enquanto estas tem o tamanho de, digamos, uma bloodline no livro básico de Requiem, a Conspiração de São Jorge ganha o espaço que uma bloodline ganharia em um livro só de bloodlines.
E isso dá uma das principais diferenças dela, que é possuir uma história bem detalhada. Eles ‘descendem’, de certa maneira, de Ricardo Coração de Leão, embora acreditem que ‘dragonslayers’ tenham existido desde os tempos mais remotos da civilização, pré-Suméria. O princípio básico é que o dragão simboliza a magia, e que ‘matar dragões’ significa caçar magos e evitar que corrompam a humanidade.
O negócio é que eles têm um segredo muito sério, que por sua vez envolve o uso de ‘evangelhos goéticos’. Não vou revelar o segredo aqui porque é algo muito tentador pra se usar em crônicas, e bem mais divertido de se descobrir dentro do jogo (inclusive como membro da Ordem - você só descobre o verdadeiro propósito da Ordem se passar pela segunda Revelação, e os segredos sobre o universo que ela guarda apenas ao passar pela terceira Revelação).
Uma coisa interessante é como a Ordem se distingue das outras organizações de caçadores baseadas no Cristianismo. A Longa Noite [”Long Night”] é um Pacto sem o aparato da Igreja (com I maiúsculo, qualquer que seja), e tem algo de moderno e evangélico em sua crença no fim dos tempos; o Malleus Maleficarum é uma conspiração sancionada e católica; e o Ordem de São Jorge é um braço à parte, uma fachada pra algo mais profundo e mais antigo que o Cristianismo, e essa fachada tem raízes na Igreja Anglicana.
Isso suavizou uma preocupação que tinha, de todas estas organizações se tornarem meio parecidas. No final das contas, tudo o que eles têm em comum é a crença em Cristo (e no caso da Ordem de São Jorge, só na fachada).